Chuva persistente...

Entre os acordes da música que sai da pequena telefonia, colocada sobre a secretária, ouço a chuva cantante no empedrado de mármore que emoldura a casa. Estranha chuva esta de um mês Junho quente e cheio de promessas de lazer para o feriado quase a entrar em cena... E a Tróia aqui tão perto! Pelo menos assim, as laranjeiras do pomar vão deixar de ter aquele ar suplicante e acusador de quem é deixado à míngua de água. Os patos, esses, estão felizes e colocam-se estrategicamente nas zonas da capoeira onde a chuva cai com mais intensidade.
E vejo reflectidas no céu as nuvens cinzentas que me invadiram a alma não sei quando nem porquê. No fundo, deveria sentir-me feliz, mas não é isso que acontece... Este desejo de ser o vento, ou os pássaros que recomeçam a cantar mal a chuva abranda, habita em mim persistentemente...
E vejo reflectidas no céu as nuvens cinzentas que me invadiram a alma não sei quando nem porquê. No fundo, deveria sentir-me feliz, mas não é isso que acontece... Este desejo de ser o vento, ou os pássaros que recomeçam a cantar mal a chuva abranda, habita em mim persistentemente...
